Competências necessárias segundo o Fórum Econômico Mundial

Sim! Empregos deixarão de existir e a vida vai mudar. Isso, todavia, não significa que seja algo ruim. Postos de trabalho que necessitam de força humana já vêm sendo substituídos há mais de duzentos anos, e o trabalho braçal numa fábrica, que antes era feito por um humano, hoje foi substituído por uma máquina, que desenvolve a mesma tarefa com mais agilidade e precisão.

Mas aquele trabalhador não foi simplesmente substituído, ele foi reposicionado e aprendeu coisas novas, evoluiu, e hoje entrega à uma loja, empresa ou indústria não mais a força de seus braços, mas sua inteligência e criatividade.

Até mesmo um pequeno comerciante do interior pode fazer uso de recursos tecnológicos para melhorar o desempenho de sua loja, padaria, lava-rápido, ou salão de beleza. A inserção de um computador ou uma calculadora na rotina já mudou muita coisa. Mas aquele comerciante sempre vai precisar da mente humana para criar novidades para seus clientes, e cultivar um relacionamento de pessoalidade, confiança e proximidade com seu público.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2018, humanos executavam 71% das tarefas em todos os setores da economia, enquanto as máquinas representavam apenas 29%. Em 2025, esse número vai mudar radicalmente, quando 52% de todas as atividades forem de competência robótica, com a automatização da indústria, restando para o ser humano 48%. Uma significativa perda de quase ¼ dos empregos em apenas sete anos.     

Estudos apontam que até 2022, 75 milhões de empregos provavelmente irão desaparecer. Enquanto isso, outros 133 milhões surgirão para suprir a demanda do mercado das vinte maiores economias do mundo.

O que fazer, então? Especialistas afirmam que nós trabalhadores vamos precisar de mais qualidades e atributos humanos para executar tarefas, coisas que robôs não podem fazer. Desenvolver novas habilidades, mais relacionadas com a humanização, é fundamental. Entre essas e competências, estão: criatividade, pensamento crítico, persuasão e negociação.

O medo de perder o emprego e ter seu modo de vida totalmente transformado por conta da invasão das máquinas no nosso dia-a-dia, não pode ser maior que a vontade de trabalhar aliado à elas, enxergando uma grande oportunidade para descobrir em si mesmo habilidades e competências que estavam escondidas ou não eram incentivadas.

Ibrahim Gustavo é jornalista, escritor e educador, Pós-graduado em MKT e MBA em Comunicação e Mídia

Publicado às 12h36

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